sexta-feira, 5 de novembro de 2010

God

"Strange, indeed, that you should not have suspected that your universe and its contents were only dreams, visions, fiction! Strange, because they are so frankly and hysterically insane - like all dreams: a God who could make good children as easily as bad, yet preferred to make bad ones; who could have made every one of them happy, yet never made a single happy one; who made them prize their bitter life, yet stingily cut it short; who gave his angels eternal happiness unearned, yet required his other children to earn it; who gave his angels painless lives, yet cursed his other children with biting miseries and maladies of mind and body; who mouths justice and invented hell - mouths mercy and invented hell - mouths Golden Rules, and forgiveness multiplied by seventy times seven, and invented hell; who mouths morals to other people and has none himself; who frowns upon crimes, yet commits them all; who created man without invitation, then tries to shuffle the responsibility for man's acts upon man, instead of honorably placing it where it belongs, upon himself; and finally, with altogether divine obtuseness, invites this poor, abused slave to worship him!"

Mark Twain

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Taming Reason

"Studies of Mormons in the US show that Mormons with higher education attend church more regularly than uneducated Mormons." (Wikipedia)

Ya see, they need to make an extra effort to keep believing...

quinta-feira, 25 de março de 2010

"Pode ser, pode ser..."

O que é a coerência? Assumamos a definição de que é a concordância de um sistema entre suas partes. Ou, segundo meu dicionário Silveira Bueno já desfolhado e “orelhudo”, coerência é o mesmo que “acordo, não contraditório”. Isso significa que se uma parte de um sistema contradiz outra parte do mesmo sistema, ele tem falhas, pois defende posições que ataca. (huh?!)
Claro que um sistema pode passar por correções. “Τὰ πάντα ῥεῖ καὶ οὐδὲν μένει”(“tudo flui, nada permanece parado”, Heráclito); “to be great is to change, to be perfect is to change often” (“ser ótimo é mudar, ser perfeito é mudar com frequência”, Winston Churchill). Mudanças são feitas para restabelecer um estado anteriormente confortável perturbado pelo surgimento de uma situação inconveniente. Todavia, para desgraça da razão, contradições frequentemente ficam de fora da lista de inconvenientes. Aliás, muitas são defendidas primitivamente, com seus paladinos enfileirando sarissas e relhando cavalos sobre os questionadores.
Abaixo há duas questões elaboradas pela Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST). A primeira questão foi enunciada na seção de Português das provas de transferência de 2007. A segunda consta na prova de Conhecimentos Gerais, primeira fase da FUVEST 2010.

Questão 1

“13 Existem três tipos de pessoas: as que deixam acontecer, as que fazem acontecer e as que perguntam o que aconteceu.
John M. Richardson Jr.

Tais pessoas podem ser caracterizadas, respectivamente, como

a) conformistas, pretensiosas e tolas.
b) ingênuas, ativas e passivas.
c) comodistas, oportunistas e indulgentes.
d) acomodadas, empenhadas e alienadas.
e) despreparadas, fortes e fracas.

Questão 2

"08 A chamada Lei do Agrotóxico (no 7.802, de 11/06/89) determina que os rótulos dos produtos não contenham afirmações ou imagens que possam induzir o usuário a erro quanto a sua natureza, composição, segurança, eficácia e uso. Também proíbe declarações sobre a inocuidade, tais como “seguro”, “não venenoso”, “não tóxico”, mesmo que complementadas por afirmações do tipo “quando utilizado segundo as instruções”. Em face das proibições da Lei, a compreensão da frase: “Cuidado, este produto pode ser tóxico”

a) precisa levar em consideração que a condição suficiente para que um produto possa ser tóxico é sua
ingestão, inalação ou contato com a pele e não sua composição.
b) exige cautela, pois a expressão “pode ser” pressupõe “pode não ser”, permitindo a interpretação de que se trata de um produto “seguro”, “não venenoso”, “não tóxico”.
c) precisa levar em consideração que a expressão “pode ser” elimina o sentido de “pode não ser”, consistindo em um alerta ao usuário sobre a inocuidade dos produtos.
d) exige admitir que a condição necessária para que um produto seja tóxico é a sua composição, induzindo o usuário a erro quanto à inocuidade e ao mau uso dos produtos.
e) precisa ser complementada com a consideração de que a segurança no manuseio dos agrotóxicos elimina
sua toxicidade, bem como eventuais riscos de intoxicação.”
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O grifo mostra o verbo tão importante nestas questões: “poder”. Segundo o Silveira Bueno, “ter a faculdade de; ter possibilidade; dispor de força ou autoridade; possuir força física ou moral; ter influência, valimento”. O item b, grifado, é a resposta correta da segunda questão.
Não há necessidade de argumentos ulteriores — a advertência da FUVEST ricocheteia em direção a ela própria. Aplicamos a explicação da segunda questão sobre o verbo “poder” usado na primeira, o que resulta em “tais pessoas podem NÂO ser caracterizadas como tal e tal”. E aí surge a incoerência, pois se pode ser que as pessoas sejam caracterizadas de outra forma, não existe resposta certa, o que vai contra as premissas do exame.
O fato é que, ainda mais em uma questão com este teor psicológico, não se pode dizer incontestavelmente que uma única opção seja a correta. Nas Ciências Exatas, um enunciado como este passa sem causar maiores problemas, ainda que continue carregando um significado impreciso. Nas Ciências Humanas, há implicações culturais e conceituais e uma vastidão linguística imponderáveis para um âmbito pequeno como o de uma pergunta tão simples de múltipla escolha. O debate seria interminável, e em um ensaio dissertativo posso defender verossimilmente uma resposta considerada errada no gabarito. Os paladinos da tradição atacariam, golpeariam, esperneariam com fogo nas ventas. Mas acabariam por entortar seus martelos sobre um prego imperfurante.


Pietro Borghi

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Round 3: Finish Him !

    Tréplica à direção:


Antes de tudo, somente escrevo esta resposta por causa da recusa da direção em me atender para conversar.

Vou discutir a seguir as questões que vocês levantam sobre meu texto:

A respeito de a escola formar e aprimorar idéias, não seria mais correto dizer que vocês lobotomizam o aluno e introduzem os ideais de vocês? Claramente os indivíduos discordam uns dos outros, é natural. Mas e se eu fosse o diretor e vocês os alunos, pensariam ser justo que eu impusesse minhas opiniões, suprimindo as suas?

Atualmente pregamos tanto que devemos respeitar todos independentemente da raça, opção sexual, sexo, religião e outras diferenças físicas e morais. Mas sendo religião uma questão de ideal, então vocês deveriam moldar ou suprimir isso também? Não, não podem. É direito de qualquer um escolher sua religião, seria normal que isso fosse válido também para outros tipos de opinião. Comparo minha situação com Galilei, não discutindo o mérito ou a inteligência, apenas analisando o cenário. Se ele não negasse suas descobertas, acabaria morto. Porém, como ele disse, podem arrancar tudo de uma pessoa, exceto seus ideais. Podem tentar modificá-los, mas a pessoa faz sua escolha.

Todavia, eu ponho em xeque sua maneira de trabalhar, logo eu os atinjo, sendo assim, devo ser enquadrado e domesticado.

No terceiro e quarto parágrafos vocês exprimem exatamente a intenção da escola: formar figuras decorativas, muito belas para mostrar e dizer, “Olha, fui eu que fiz”, mas revelando que não se importam com as pessoas que ali existem, e sim com o mérito que se consegue através delas. Uma grande lição de ética, eu devo dizer.

E pouco me importo se os alunos da escola José Alvim ganharam dois ou duzentos prêmios, as competições são feitas de acordo com as escolas, não mudando o fato de que o sistema é falho. Quero deixar bem claro que não é apenas a E. E. José Alvim que se mostra defeituosa, mas todas as instituições escolares, com as pouquíssimas exceções que são as escolas libertárias.

Sobre me considerarem imaturo, talvez não façam o mesmo julgamento em relação a André Forastieri, diretor da Conrad Editora, ou Rubem Alves, professor emérito da Unicamp. Inclusive há um escritor muito obscuro, praticamente desconhecido, de nome Carlos Drummond de Andrade. Se me falta experiência, com certeza a eles não, e eles têm a mesma opinião que eu sobre o ensino.

Também não vejo no texto nada sobre minha perícia em xadrez, apenas indiquei a falta de coerência da professora, que em vez de manter a sala organizada preferiu permitir que os alunos gritassem, e quando digo isso, é porque eles gritavam realmente. Mas ela se incomodou comigo. Visto que mais três alunos estavam jogando xadrez, por que só eu fui chamado à diretoria?

Observa-se que não leram com atenção o que escrevi, pois não disse que vejo a escola como um lugar para dormir, mas que durmo por falta de motivação. E sim, compareço contra a minha vontade e, a não ser que vocês sejam extremamente míopes, boa parte dos alunos comparece à escola apenas por obrigação.

Realmente, devo admitir que aprendi algumas coisas na escola, mas não fiquem felizes ainda, eu hei de explicar. Geralmente, dependendo do professor, eu converso sobre assuntos variados quando eles estão disponíveis. Essas conversas acrescentam conhecimento, mas eu poderia tê-las em uma livraria, uma praça, um bar ou na rua. Aliás, se são muitos os professores competentes trabalhando na Escola Estadual José Alvim, devem tê-los escondido em alguma gaveta da diretoria, pois só vejo alguns poucos.

Outra coisa que devo em parte à escola: minha criticidade. Jamais fui incentivado a ser crítico dentro dela, mas os erros que vi me motivaram a desenvolver o que havia captado no texto de André Forastieri.

Sinceramente não tencionei indicar que a escola não está ao alcance do meu potencial, mas repito que esse sistema é horrível para todos. Todos.

Vocês também não estão cientes de qual lugar eu ocupava. Eu sentava na quarta fileira da esquerda para a direita, na primeira carteira, a mais próxima da lousa. Porém fui mudado para o fundo, para depois retornar ao meu lugar original. Informo-lhes também que, para sua surpresa, a aluna com as melhores notas da sala sentava-se em uma das carteiras do fundo. Sei que preferem citações compostas apenas de uma palavra ou de sentenças simples, mas eu citarei um parágrafo completo da resposta que recebi e que se encaixa muito bem aqui: “Vale refletir e ponderar melhor suas considerações antes de usá-las da (sic) forma precipitada e inadequada.”

Desconsidero o décimo parágrafo por ser de interpretação primária do que escrevi. De qualquer forma, digo que a escola está em completo descaso com os alunos e não o contrário.

Boa tentativa de me enganar, mas eu sei que os pedidos de mudança de sala não são negados a todos os alunos desta escola. Duas alunas da 3ª série C foram atendidas, uma das quais eu conheço o nome, Elenice. Se esse direito foi dado a elas, por que é negado a mim? A resposta é óbvia, e seria muito mais nobre se fossem sinceros. A injustiça persistiria, mas teriam evitado a covardia.

Como eu já sabia, vocês interpretaram tudo como quiseram. Espero ter esclarecido suas indagações.


Pietro Borghi

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Round 2: THE COUNTER-ATTACK !

No que se refere ao protocolado nesta sob o nº 16/06 em 20/02/2006 cabe a esta Direção esclarecer que:

A instituição escola tem como um de seus princípios norteadores formar o indivíduo aprimorando suas idéias e ideais.

Para tanto se ampara em legislação advinda de instâncias superiores (Normas do Ministério de Educação e Cultura e da Secretaria de Estado da Educação) para organizar e direcionar seu trabalho a fim de se conseguir resultados eficazes e de destaque frente a comunidade.

A Escola Estadual José Alvim, de longa data, figura entre as melhores do Estado de São Paulo, por certo esse conceito não advém de um trabalho inadequado.

Os alunos que por aqui passam se destacam em vestibulares das mais variadas instituições do Estado e até fora dele; fato esse de conhecimento de toda a comunidade escolar. A participação em Olimpíadas de Física, Matemática e Língua Portuguesa já trouxe a escola inúmeras premiações. São esses os alunos cheios de ‘idéias’ e motivo de orgulho para professores e direção; alguns deles convidados a deixar essa escola, agraciados com bolsa de estudos integrais, em colégios particulares da cidade, preferem aqui ficar porque têm com essa instituição uma relação de afeto, gratidão e respeito por todos que aqui estão e que, por certo, contribuíram muito para alcançar tais resultados.

Seria incoerente de nossa parte deixar de comentar a atitude do requerente no que diz respeito ao conceito que tem de nossa escola (sua também) no que se refere ao “julgamento” imaturo que faz de nossa postura enquanto educadores, falta-lhe conteúdo para tanto, falta-lhe experiência de vida, faltam-lhe argumentos mais pertinentes, falta-lhe também, um pouco de humildade para aceitar que necessita, ainda, receber lições para fortalecer ou mesmo mudar tais julgamentos. Em nenhum momento questionou-se sua habilidade para jogar xadrez, pelo contrário, convidamos o requerente a fazer parte dos voluntários da escola para que pudesse passar toda sua bagagem nesse campo a outros colegas; infelizmente não fomos atendidos. O que vale reforçar aqui é que a escola não pode ser vista nem “usada” como um lugar onde se comparece, contra a vontade e “para dormir” ou dedicar-se somente à prática de algum esporte.

O auto didatismo e o “talento natural” só podem ser melhorados se aliarmos a eles a experiência e a competência de professores bem preparados e cônscios de suas funções e aqui os temos, muitos. E achar que “nada” em sua formação foi “graças” à escola é ingenuidade de sua parte.

Se nada do que a escola tem a oferecer está ao alcance do seu potencial, quem sabe outra instituição possa atendê-lo melhor e fazê-lo sentir-se “no máximo, confortável”.

Vale ressaltar ainda que, em qualquer turma de alunos sempre existirão os que levam a aprendizagem a sério e por isso preferem se sentar nas carteiras da frente, recebendo maior atenção dos professores e os do fundo; uns jogam conversa fora outros jogam xadrez e perdem a oportunidade de aprender e aproveitar o que o professor tem de melhor.

Os que jogam conversa fora e os que jogam xadrez (mesmo sendo como você mesmo diz “inteligentes”) não apresentam o mesmo comportamento de descaso e descompromisso com relação a escola?

Vale refletir e ponderar melhor suas considerações antes de usá-las da forma precipitada e inadequada.

Quanto ao pedido de mudança para “pelo menos marcar presença” informamos que não podemos atendê-lo por motivo de organização interna da escola. No que se refere a possibilidade de transferência para o período noturno para que agüente “uma hora e vinte minutos a menos”, este não poderá ser acolhido em virtude da ausência total de vagas na série pretendida no período.



Atibaia, 1 de março de 2006.


A Direção, E. E.  José Alvim.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Round 1: FIGHT !

          À Direção:
 
Meu nome é Pietro Borghi, aluno desta escola, agora na 3ª série do Ensino Médio na sala D. Gostaria apenas de salientar o meu profundo descontentamento pelo fato de ter sido mudado de sala. Esse ato, vocês devem acreditar, me impediria de conversar e tumultuar a aula e, conseqüentemente, eu “tomaria jeito”. Na verdade, o único motivo para eu ir à escola acabou. De seis dias de aula até aqui, compareci a apenas um - para dormir.

Fui mudado de sala por causa das minhas idéias a respeito da escola. Cansei de ir à diretoria e ouvir “nós sabemos que você é inteligente”, ou “você vai saber contornar a situação porque você é um aluno muito esperto”. Eu não preciso que alguém me diga que eu sou inteligente, isso eu já sei. Eu só quero respeito. Eu sou repreendido porque ao invés de ficar conversando e gritando no fundo enquanto a professora bate um papo com os alunos na frente, eu estou jogando xadrez. Exatamente, jogando xadrez. Mas, oh, meu Deus, existe alguma atividade mais anti-didática e barulhenta que jogar xadrez? Não que ir assinar uma advertência tenha sido de todo ruim. Por ficar esperando para ser chamado, acabei perdendo a aula de química.
 
Agora vocês me mudam para uma sala na qual eu não conheço ninguém, e devem saber como é difícil se adaptar a uma nova classe depois de seis anos com os mesmos amigos. Os únicos motivos que eu tinha para ir à escola eram os meus amigos, o professor Roberto e o professor de Física (exceto quando ele começava a explicar Física) que sempre trazia uma curiosidade ou outra sobre ciência e história. Visto que o professor Roberto foi embora e eu fui mudado de sala, só sobrou o professor Oduvaldo. Acho que temos três aulas de Física por semana, e considerando que ele tem constantes oscilações de humor, podemos tirar 50 minutos por semana em que eu vou me sentir, no máximo, confortável.

Conversei várias vezes com a Mônica e a Silmara no ano passado. Nada resolveu. A professora Cristina (de Português) ficava brava cada vez que algum aluno perguntava a mim, e não a ela, alguma coisa sobre o Português. O mesmo acontecia com a professora de Inglês. As duas, inclusive, autoras de erros grotescos em relação às matérias delas mesmas. Como quando a professora Cristina disse que a palavra xícara poderia ser escrita na forma “chícara”. Se vocês acharem essa palavra, me corrijam, pois procurei em vários mini-dicionários, além de pesquisar no meu Silveira Bueno de 975 páginas. Claro, ela não é obrigada a saber tudo, mas isso criança de 3ª série (Ensino Fundamental, não confundam) sabe.
 
Depois de todo esse discurso, eu peço que vocês me mandem de volta para a 3ª série (agora Ensino Médio) C. Assim pelo menos eu vou marcar presença. Caso não possam (ou não queiram), vou me transferir para o período noturno, assim terei que agüentar 1 hora e 20 minutos a menos.

Obs.: Nada do que está escrito aqui é graças à escola. Nenhum professor deve se sentir orgulhoso das minhas habilidades de redação. Tudo isso eu devo à minha mãe, à leitura e talento natural (Deus). E pensar que alguns professores me proibiam de ler. 


Legenda: 

Roberto:
ótimo professor de Geografia, além de muito amigável e de bom gosto (exceto que torcia para o Corinthians).
Oduvaldo: professor de Física, inteligente e divertido. Além de não ser em nada politicamente correto.
Mônica: coordenadora pedagógica. Simpática, mas não muito resoluta.
Silmara: até hoje não sei qual era exatamente o título dela. Sei que não era diretora, apesar de parecer sempre ter mais autoridade que a abobada (sem ofensa! Só a verdade) que ocupava o cargo.


Pietro Borghi

Ah! Bons Tempos!

Enfim, como eu estou com preguiça de escrever coisas novas, mas por outro lado não quero deixar o blog morrer, decidi colocar aqui alguns textos que escrevi quando tinha dezesseis para dezessete anos. Neste período, vivi o auge da minha guerra contra o autoritarismo escolar. E era divertido.

Mantive os textos como escrevi e protocolei na direção da escola, sem modificar quaisquer partes que eu agora ache mal redigidas ou coisas sobres as quais penso de maneira diferente — como por exemplo, quando cito Deus, já que não era ateu. O que a direção me respondeu, digitei exatamente como está no papel timbrado.
Começa na próxima postagem!


Pietro Borghi